CULTURA   |   Prefeitura de Sertãozinho corta desfiles de rua por economia
20/01/2014 - 09:07:22

[Foto: Pelo segundo ano consecutivo, o município de Sertãozinho não terá desfiles de rua / crédito: Luciano André – fevereiro 2012]

Cidade fica sem desfiles pelo segundo ano consecutivo

Assim como Ribeirão Preto, o Carnaval de Sertãozinho não terá desfiles das escolas de samba, pelo segundo ano consecutivo. Mesmo com superávit financeiro estimado em R$ 9 milhões – o balanço de 2013 ainda não está totalmente fechado -, a Prefeitura decidiu não custear os desfiles novamente.

A justificativa do ano passado era a dívida de R$ 36 milhões, herdada da última administração. Agora, com saldo em caixa, a alegação da Secretaria de Fazenda é a necessidade de apertar o cinto e centrar o foco em outras prioridades, como saúde, educação e segurança.

Além disso, também foi usado como argumento a necessidade do parcelamento da dívida de longo prazo, que consome em média R$ 365 mil mensais dos cofres públicos.

De acordo com o diretor do Departamento de Cultura da cidade, João André da Rocha, mesmo sem desfiles, Sertãozinho terá festa de Carnaval, com um investimento entre R$ 300 mil e R$ 400 mil.

“A decisão aconteceu por motivo de economia, já que nos anos anteriores foram gastos cerca de R$ 700 mil com as festas e desfiles. No entanto, a cidade vai ter carnaval popular, com quatro dias de festa, bailes, shows com bandas contratadas e, também, terá apresentações em palco das escolas de samba. Foi uma solução encontrada em conjunto, entre a prefeitura e a Liga das Escolas de Samba”, diz.

Sertãozinho tem tradição nos desfiles, realizados durante dez anos, até 2012.

Em 2010, a decoração no estilo litoral na avenida Egisto Sicchieri chamou atenção, foi despejada areia em uma área de 15 mil m² e mais de 40 palmeiras foram colocadas na rua, com um investimento de R$ 500 mil.

Liga das escolas não esperava novo corte
De acordo com presidente da Liga das Escolas de Samba de Sertãozinho, Ricardo Vilela Silva, os representantes das seis escolas de samba da cidade ficaram decepcionados com a decisão. “Ano passado também não teve desfile e tínhamos ficado com a promessa da prefeitura, que este ano aconteceria. Para mim, a solução seria uma política atuante no segmento dentro da cidade e com o apoio do governo do Estado, inclusive”, diz.

O plano da Liga era arrecadar fundos para que as escolas saíssem na avenida com recursos próprios, mas o presidente diz que a verba arrecadada não foi suficiente.

Segundo Rocha, a Liga foi incluída no programa de Pontos de Cultura do Governo Federal e receberá uma verba de R$ 60 mil por três anos, o que pode ajudar na estruturação das escolas.

As informações são do site A Cidade



 
 
 
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