ACONTECE   |   Pai de jovem assassinada em Sertãozinho ataca Justiça
14/11/2013 - 06:15:22

[Foto: O pai de Vanessa, Carlos Martins, critica a Justiça pela decisão de libertar o namorado e principal suspeito da morte da filha / crédito: F.L. Piton - A Cidade]

Motivo foi a decisão de libertar o namorado e principal suspeito pela morte da filha, mutilada antes de morrer

O pai da jovem Vanessa Nobres Martins, Carlos Roberto Martins, de 44 anos, criticou ontem a decisão da Justiça de libertar o namorado e principal suspeito pela morte de sua filha.

“Eu não consigo entender por que ele foi solto. Ele preso não vai diminuir a dor que estou sentindo, mas já era um alívio pensar que ele estava pagando de alguma maneira. A Vanessa desapareceu estando com ele”, diz.

Junio César Giorgetti, 23 anos, suspeito de matar a namorada de 19 anos, saiu ontem da Cadeia Pública de Jaboticabal, onde estava preso temporariamente desde o dia 23 de outubro.

A libertação se deu por conta de um habeas corpus concedido anteontem pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

Vanessa desapareceu no dia 20 de setembro, após uma briga com o namorado. O corpo foi encontrado dez dias depois, em um córrego de Sertãozinho. A jovem estava apenas de sutiã, sofreu mutilações no órgão sexual, o útero e os anexos uterinos foram retirados e ela morreu por hemorragia.

Justiça
Carlos Martins clama por justiça, mas faz uma crítica ao sistema judiciário brasileiro. “A polícia fez o trabalho, o delegado prendeu e aí, por causa da lei, ele consegue sair. Que provas mais eles querem?”, fala.

Além da dor, o pai da jovem ainda sente o peso da violência que atingiu sua família. “Eu via na TV essas histórias de crimes, mas achava que não podia existir coisas assim, e de repente isso acontece na minha família, com a minha filha. É chocante demais, chocou não só a nós, mas a população da cidade inteira”, desaba Carlos.

Segundo o delegado, mesmo com a liberação, Junio continua sendo o principal e único suspeito. “Estamos coletando mais provas, mas o fato de o fone de ouvido que ela usava ter sido encontrado na casa dele e as bilhetagens telefônicas já são provas”, falou o delegado.

Habeas corpus determinou saída da cadeia
A alegação legal para a libertação de Junio Giorgetti é que ele tem residência fixa e que a sua liberação não atrapalha a conclusão do inquérito policial. A prisão temporária do rapaz foi pedida pelo delegado Targino Osório, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), e teria validade por 30 dias.

O advogado do rapaz, Eliezer Costa, alega que não existem provas e nem indícios que incriminem Junio. “Faltaram requisitos imprescindíveis para a prisão temporária, como a falta de residência física e fundadas razões da participação no crime. Além disso, ele colaborou com a investigação”, diz. O profissional ainda ressalta que, além do rapaz, Vanessa também era muito ciumenta.

Junio alega inocência desde o encontro do corpo de Vanessa, mas reconheceu que já tinha agredido a namorada anteriormente.

As informações são do site A Cidade



 
 
 
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