LEGISLATIVO   |   Site Paraíba diz que vereador Rogério Magrini já foi chamado de ‘louco’
04/01/2013 - 10:15:55

Foto: Com onze votos, Rogério Magrini é eleito presidente da Câmara de Sertãozinho
(crédito: Luciano André)


Reportagem afirma que presidente da Câmara superou o apelido e que o cognome ‘Zezinho Atrapalhado’ foi inspirado pela sua professora

Das dificuldades para falar e andar na infância, o humorista Rogério Magrini dos Santos (PTB), de 45 anos, traçou uma carreira política que o levou à presidência da Câmara de Sertãozinho.

O mais conhecido como “Zezinho Atrapalhado”, apelido que herdou por causa da discriminação que sofreu por ter dificuldades para se expressar quando criança, foi eleito com 3,2 mil votos para seu sétimo mandato em 2013 e pela terceira vez é escolhido para chefiar o Legislativo local.

“Enquanto eu esperava o ônibus me chamavam de louco e eu chegava chorando na escola, aí a professora me falou para mostrar que um Zezinho Atrapalhado pode ser alguém na vida”, afirmou Santos sobre o conselho que o inspirou a usar o apelido, depois que concluiu o Ensino Médio na Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Sertãozinho, instituição onde estudou por dez anos por ter dificuldade de aprendizagem.

Com o mesmo apelido usado em apresentações artísticas infantis pela região, Zezinho foi eleito vereador aos 18 anos, ainda na década de 1980. Por ter sido o mais votado, ainda adolescente teve que presidir a primeira sessão legislativa do período diante de colegas mais velhos de plenário.

“Na época eles não aceitavam, achavam que eu não tinha capacidade”, disse, citando que alguns chegaram a sugerir que ele fizesse um exame de sanidade mental antes de cumprir a tarefa política.

O preconceito no plenário não se refletiu nas urnas nas décadas seguintes e por seis vezes consecutivas Magrini dos Santos obteve a maior margem de votos nas eleições da cidade, ficando conhecido por ter criado, em 1993, um projeto de lei que estabeleceu a obrigatoriedade de repasses do município para a educação especial.

“As Apaes que batiam canequinha hoje têm recursos do município graças ao projeto”, afirmou o vereador que, mesmo durante as sessões da Câmara troca o terno e a gravata pelo jeans e camisa polo.

Diante de sua sétima legislatura, o petebista chega à presidência da Câmara pela terceira vez com o apoio do prefeito eleito Zezinho Gimenez (PSDB).

Entre o dever de fiscalizar os atos do Executivo e o laço político, Santos alega que poderá bater de frente com o Executivo, mas prefere manter uma posição moderada.

“O prefeito não está aqui para se ajudar, mas sim para ajudar a cidade”, afirmou, mas ressaltou que como vereador pretende “buscar soluções junto ao Executivo” em vez de “jogar pedras”.

Para o início deste mandato, Zezinho pretende revisar os salários dos médicos na cidade e estabelecer um corte anual de R$ 1,5 milhão nos gastos da Câmara, por meio de remanejamento de cargos e redução em gratificações.

“O novo prefeito está assumindo um déficit de R$ 22 milhões, temos que sanar.”

As informações são do site paraíba.com.br



 
 
 
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