PLANTÃO POLICIAL   |   Corpo de jovem morto por guarda civil é exumado em Sertãozinho
03/01/2013 - 16:28:13

Foto: Corpo de jovem morto por guarda civil é exumado em Sertãozinho
(crédito: Alexandre Sá)


Família questionou laudo de necropsia e pediu nova investigação ao MP. Exumação buscou comprovar se disparo havia perfurado crânio da vítima.

O corpo de um jovem morto a tiros por guardas civis de Sertãozinho foi exumado na manhã desta quinta-feira (3), após a família questionar o laudo de necropsia feito pela Polícia Civil e pedir uma nova investigação ao Ministério Público.

A primeira apuração apontou que Nivaldo Barbosa, de 18 anos, foi atingido por um disparo nas costas e outro de raspão na testa enquanto participava de uma tentativa de roubo a uma loja de roupas em março de 2012, que acabou em tiroteio entre ladrões e agentes da Guarda Civil Municipal.

Os familiares levantaram dúvidas sobre o tiro na testa, alegando que a bala poderia ter perfurado o crânio. “O primeiro laudo estava confuso, porque fala que o tiro foi de raspão e depois que foi frontal, então a gente tem uma dúvida muito grande. Eu quero justiça e que tudo seja muito bem apurado”, diz a mãe de Nivaldo, Verônica Almeida Barbosa.

O médico legista João Batista Vicente, responsável pelo primeiro laudo e pelo exame feito após a exumação, afirma que não deve haver alterações em relação ao resultado inicial. “Foi narrado um tiro de raspão [no primeiro laudo] e na exumação do cadáver confirmou-se que o crânio está íntegro e que o tiro era mesmo de raspão. A causa da morte está muito bem definida, que é hemorragia interna traumática causada pelo projétil de arma de fogo”, explica.

Segundo Vicente, o segundo laudo ficará pronto em 15 dias e será entregue ao delegado Eric Natalício Germano, que pediu a exumação do corpo e é responsável pela nova investigação. “As circunstâncias dos disparos e se houve alguma violação dos direitos humanos serão concluídas pelo delegado. O papel da Medicina Legal é apenas dar subsídios para a investigação”, diz.

Outro motivo que levou a mãe a pedir outra investigação ao Ministério Público é provar que houve abuso na ação dos guardas, pois, segundo ela, o filho estava desarmado e não havia necessidade de atirar. “Tenho certeza que ele não possuía arma. Os exame de resíduos [de pólvora] deram que não havia nada na mão dele. Os guardas falaram que ele [o filho] estava com uma arma na mão direita e ele era canhoto, tenho como provar isso. Então está muito confuso.”

O caso
Nivaldo Barbosa foi morto em 8 de março de 2012 após tentar roubar uma loja de roupas no Centro de Sertãozinho com mais três suspeitos. Na época, a Guarda Civil Municipal informou que um dos agentes ouviu um barulho no local e foi recebido com tiros ao averiguar o que estava acontecendo. Cinco viaturas cercaram a quadrilha e houve tiroteio, que acabou na morte de Barbosa. Um suspeito foi preso e dois fugiram.

Todos os integrantes do grupo que ficou conhecido como “gangue da marcha ré” foram presos em Ribeirão Preto dias depois. A quadrilha utilizava carros para arrombar e furtar estabelecimentos comerciais em Sertãozinho.

As informações são do site G1



 
 
 
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