EDUCAÇÃO   |   Português nos EUA: Professora fala do interesse crescente por nosso idioma
29/12/2012 - 11:29:17

Foto: Débora Teixeira: “Tenho orgulho de ser paga para falar do meu país lá fora”
(crédito: F.L. Piton)


Débora Teixeira dá aulas de português na Universidade de Vermont, nos EUA, há quatro anos

A língua portuguesa está em alta nos Estados Unidos. De acordo com dados da Modern Language Association, entidade de professores e escolas de línguas nos EUA, entre 2006 e 2009 o ingresso de norte-americanos em cursos de português de nível superior cresceu 10,8%.

Nos últimos anos a procura só aumentou. Números oficiais apontam que a língua é a quinta que mais cresce e a sexta mais falada no mundo. Nos EUA, está entre os idiomas mais procurados.

Por causa disso, universidades norte-americanas reformularam seus cursos de português. Outras, simplesmente criaram novos cursos. É o caso da Universidade de Vermont, no nordeste norte-americano.

Lá, a nova disciplina foi criada por uma ribeirão-pretana radicada na terra do Tio Sam há quase uma década. Débora Teixeira dá aulas de português há quatro anos nos níveis básico e intermediário.

"São 70 alunos por ano e muitos já estão pedindo cursos com nível avançado", diz a professora, que esteve em Ribeirão em dezembro para visitar a família.

Débora é filha do escritor, professor e pesquisador aposentado da USP José Carlos Manço. Cirurgiã-dentista, professora de inglês e tradutora, mudou-se para os EUA em 2003 junto com o marido, especialista em microbiologia.

"Ele foi convidado a trabalhar no laboratório da Universidade de Vermont. No início eu ensinava inglês para estrangeiros", lembra.

Do zero
Mas então, Débora descobriu que a universidade oferecia o curso de Estudos Latino-Americanos. Foi quando, junto à direção da instituição, propôs o ensino de língua portuguesa e foi atendida. "Eles abriram a vaga e me inscrevi. Fui contratada e comecei do zero. Montei toda a grade do curso", conta.

A professora diz que o interesse dos universitários foi imediato. Ela afirma que a maioria de seus alunos é formada por norte-americanos. Muitos fazem parte de famílias que têm parentes que falam português.

Mas os laços sanguíneos não são os únicos motivos de interesse dos estudantes. "A cultura brasileira está em alta. Talvez pelo crescimento da economia, pela Copa do Mundo e pelas Olimpíadas, o interesse pelo Brasil cresceu muito", comenta.

Débora diz também que muitos jovens norte-americanos têm verdadeira adoração pela MPB e querem entender o que nossos artistas estão cantando. Ela explica que a maioria de seus alunos já tem contato com outros idiomas de raízes latinas, como o espanhol e o italiano, e isso facilita a aprendizagem.

"À primeira vista, eles acham muito parecido com o espanhol, mas depois percebem que a pronuncia é bem diferente", ressalta.

As informações são do site A Cidade.



 
 
 
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